Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 11 a 15 de maio de 2026.
A soja começou a semana passada em alta em Chicago após o USDA divulgar estoques americanos abaixo das expectativas do mercado e um balanço global mais ajustado entre oferta e demanda. A expectativa em torno do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping também ajudou a sustentar o movimento positivo. Nos dias seguintes, porém, o mercado devolveu os ganhos diante da ausência de anúncios concretos envolvendo soja após a reunião entre os dois líderes. O governo americano voltou a citar o compromisso chinês de comprar 25 milhões de toneladas de soja por ano nas próximas três temporadas. A China, no entanto, nunca confirmou oficialmente esse acordo. Houve ainda a sinalização de um novo entendimento para compras de ao menos 17 bilhões de dólares anuais, também nos próximos três anos, em produtos agrícolas americanos, mas sem detalhamento dos produtos envolvidos. Com safra recorde no Brasil, recuperação produtiva na Argentina e ampla oferta sul-americana, Chicago encerrou a semana pressionada. Para o agro brasileiro, o cenário mantém dificuldade para uma recuperação mais consistente dos preços internacionais no curto prazo.
Etanol de milho avança no transporte marítimo enquanto E32 e B16 seguem sem definição
O etanol de milho produzido no Brasil recebeu certificação internacional para uso no transporte marítimo dentro das metas globais de descarbonização do setor naval. A aprovação abre uma nova frente de demanda para o biocombustível brasileiro em um mercado que busca alternativas ao combustível fóssil. O avanço ocorre em meio à expansão da indústria de etanol de milho no Centro-Oeste, ampliando o consumo interno do cereal. Ao mesmo tempo, o setor ainda aguarda definições sobre o E32 e o B16 no mercado doméstico. Apesar do ambiente favorável aos biocombustíveis, as duas medidas seguem sem decisão final. No biodiesel, o atraso nos testes técnicos já coloca em dúvida o cronograma esperado pelo mercado. O movimento reforça a percepção de dificuldade na coordenação entre política energética, regulação e execução técnica.
Veja mais com o Agrovip, o resumo semanal da Agroconsult.