Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 04  a 08 de maio de 2026.

Os futuros de milho encerraram a semana em baixa, com o contrato julho recuando 1,9%, pressionado pelo avanço do plantio nos Estados Unidos, pela queda do trigo e pela desvalorização do petróleo. Segundo o USDA, 38% da área prevista já havia sido semeada, reforçando expectativas de ampla oferta. Além disso, os elevados estoques de etanol nos EUA contribuíram para o viés baixista. Por outro lado, a forte demanda pelo milho norte-americano evitou perdas mais intensas nas cotações.

No cenário global, o mercado seguiu influenciado pelas perspectivas de boa oferta mundial, especialmente diante das condições climáticas favoráveis nos EUA e da entrada, mesmo que com problemas climáticos, da safrinha brasileira no mercado.

No Brasil, a comercialização seguiu voltada ao mercado doméstico, com vendas constantes por parte dos produtores e maior entrada de milho importado do Paraguai no Sul do país. O mercado interno permanece mais abastecido que no ano passado, especialmente para as usinas de etanol, enquanto os valores de reposição seguem acima das paridades de exportação. A relação suíno/milho continuou em queda nas principais regiões produtoras, pressionando as margens da suinocultura. No mercado FOB, a competitividade de outras origens limitou a reação dos prêmios, enquanto a Argentina registrou exportações recordes de milho em abril, reforçando a pressão sobre o cenário internacional.

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