Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 30 de março a 03 de abril de 2026.

O contrato futuro de milho encerrou a semana com queda de 3,2% no primeiro vencimento frente a quinta-feira passada, refletindo principalmente um cenário de maior oferta e expectativas produtivas mais confortáveis nos Estados Unidos. A pressão esteve associada à intensificação das vendas por parte dos produtores norte-americanos, que aproveitaram a recente recuperação dos preços. Além disso, a divulgação do relatório Prospective Plantings do USDA indicou uma área plantada acima das expectativas para a safra 26/27. Ainda assim, permanece incerteza quanto ao tamanho efetivo dessa área, uma vez que a pesquisa foi conduzida nas primeiras semanas de março e pode não ter capturado totalmente os impactos recentes da alta nos custos de fertilizantes, intensificados pelo conflito no Oriente Médio, o que pode levar a ajustes nas decisões de plantio.

No cenário global, o avanço da colheita na Argentina, que atingiu 19% da área, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, reforça a percepção de oferta consistente na América do Sul, ainda que em ritmo inferior ao observado no mesmo período da safra anterior. As chuvas recentes contribuíram para a recomposição da umidade do solo, mas também trouxeram relatos pontuais de excesso hídrico em regiões centrais e ao sul do país, sem alterar, até o momento, a estimativa de produção.

No Brasil, o mercado doméstico seguiu marcado por uma postura mais retraída dos produtores, com ritmo de comercialização abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Apesar disso, o mercado FOB apresentou firmeza ao longo da semana, enquanto os fretes rodoviários permaneceram majoritariamente estáveis nas principais rotas.

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