Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 06 a 10 de abril de 2026.
Os contratos futuros de milho encerraram a semana em queda, com recuo acumulado de -2,5% no primeiro vencimento, pressionados pelo avanço inicial do plantio nos Estados Unidos e por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras.
Segundo o USDA, a semeadura alcançou 3% da área, ligeiramente acima do registrado no mesmo período do ano passado e da média histórica, reforçando a expectativa de uma safra cheia. A previsão de chuvas regulares também contribuiu para aumentar a confiança no bom desenvolvimento inicial das lavouras. Ainda assim, as perdas foram parcialmente contidas pela demanda externa aquecida pelo milho norte-americano, que segue sustentando o ritmo das exportações.
No cenário global, o relatório WASDE mais recente trouxe leve alta na relação estoque/uso mundial para 2025/26, indicando uma oferta um pouco mais confortável, embora sem mudanças expressivas nos principais fundamentos. Na América do Sul, a elevação da estimativa de produção da Argentina para 67 milhões de toneladas pela Bolsa de Comércio de Rosário reforça a perspectiva de maior disponibilidade na região. A colheita avança para 21,6% da área, apesar de interrupções pontuais causadas pelas chuvas, enquanto os rendimentos seguem elevados nas regiões centrais. Soma-se a isso a melhora significativa das lavouras tardias, com cerca de 95% em condições de normal a excelente, consolidando um cenário produtivo favorável.
No Brasil, o mercado físico seguiu travado ao longo da semana, com poucos negócios e maior atuação dos consumidores internos, enquanto os exportadores tiveram dificuldade em competir diante da menor atratividade nos portos. A B3 acompanhou a queda dos preços e a comercialização continuou em ritmo lento, já que muitos produtores preferem segurar as vendas à espera de preços melhores. Do lado da demanda, o setor de etanol segue dando suporte ao mercado, com destaque para a possível elevação da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32), proposta em análise pelo governo, podendo aumentar o consumo de milho no país.
