Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de soja durante a semana do dia 18 a 22 de maio de 2026.

Os preços da soja em Chicago dispararam na segunda-feira (18), após o anúncio da Casa Branca de que a China deverá comprar USD 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028, sem incluir o compromisso anterior de compra de 25 milhões de toneladas de soja firmadas em outubro de 2025.

Nos dias seguintes, porém, o mercado perdeu força diante da ausência de novas compras chinesas de soja americana, das expectativas de um possível acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito, da realização de lucros por parte dos investidores e das perspectivas favoráveis para a safra norte-americana. Ainda assim, os contratos internacionais encerraram a sexta-feira (22) com valorização semanal de 1,6%.

No mercado doméstico, os preços foram sustentados pela alta do dólar frente ao real, mantendo o ritmo de comercialização da soja aquecido no Brasil.

Na Argentina, o presidente Javier Milei anunciou que o governo pretende reduzir gradualmente os impostos de exportação da soja (retenciones), atualmente em 24%, entre 0,25% e 0,5% por mês a partir de janeiro de 2027.

Ainda na Argentina, a Bolsa de Cereales de Buenos Aires, atualizando por análise de imagens de satélite, aumentou a área plantada e, diante de produtividades alcançadas acima do esperado anteriormente, revisou positivamente, em 1,5 milhão de toneladas, a safra de soja local – a produção é agora estimada em 50,1 mi t.

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