Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 09 a 13 de março de 2026.

Os contratos futuros encerraram a semana com alta de 1,5% no primeiro vencimento, refletindo um ambiente de maior busca por proteção em commodities agrícolas diante do aumento das tensões geopolíticas e da valorização do setor energético.

O principal suporte veio da escalada das tensões no Oriente Médio e do bloqueio persistente do Estreito de Ormuz, que impulsionaram as cotações do petróleo mesmo após o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de liberação de reservas estratégicas. O aumento dos preços de fertilizantes nitrogenados nos EUA, que pode levar a uma redução ainda maior na área plantada do cereal, também ajudou a dar suporte às cotações, especialmente às posições mais longas que refletem a safra nova norte-americana.

Por outro lado, os ganhos foram parcialmente limitados pela ausência de avanços legislativos, que seguem travados, para permitir a venda permanente de gasolina com mistura de 15% de etanol (E15) nos Estados Unidos. O mercado também seguiu ajustando posições após o relatório mensal de oferta e demanda do USDA, que trouxe poucas mudanças relevantes, mas elevou os estoques finais globais e revisou estimativas de produção na América do Sul.

No Brasil, o mercado físico foi marcado por vendas um pouco maiores do que nas últimas semanas. A B3 acompanhou o movimento positivo do mercado externo e registrou ganhos na semana. Segundo informações de mercado e de mesas de originação, as negociações seguem concentradas em posições de curto prazo, com pouca disposição para vendas antecipadas da safrinha, uma vez que o atraso do plantio em estados importantes deixa a oferta sob risco e indefinida.

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