Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 18 a 22 de agosto de 2025.

Produtores de soja dos Estados Unidos enviaram carta ao presidente Trump alertando que estão à beira de um “precipício comercial e financeiro”. Com tarifas de 20% ainda em vigor e a ausência de pré-vendas à China, a soja americana vem perdendo cada vez mais espaço para a concorrência, comprometendo a renda do setor norte-americano. A China, que chegou a responder por mais da metade das exportações do grão dos EUA, tem privilegiado fornecedores sul-americanos, diante da escalada tarifária entre os dois países. A American Soybean Association, em sua terceira carta endereçada à Casa Branca, cobra a garantia da retirada das tarifas retaliatórias, e que os EUA avancem em um novo compromisso de compras com Pequim. O apelo ocorre num momento crítico, às vésperas da colheita de uma safra sem seu principal comprador. Segundo a ASA, o setor não resistirá a um ciclo prolongado de perdas, caso o impasse comercial persista.

CADE suspende Moratória da Soja e abre investigação contra tradings

A decisão do CADE de 18 de agosto, mesmo que preventiva, marca o início do fim da Moratória da Soja – pacto em os exportadores se comprometiam a não comprar soja de áreas desmatadas na Amazônia Legal depois de 2008. O governo investiga 30 empresas e associações por possível cartel. As partes foram obrigadas a retirar material informativo e cessar o compartilhamento de dados do acordo, sob pena de multas bilionárias. Produtores celebram a medida como devolução de competitividade, enquanto ambientalistas alertam: a suspensão chega em um momento crítico, com a COP30 se aproximando e exigências ambientais internacionais pressionando o Brasil como a lei antidesmatamento da União Europeia que entra em vigor em 2026. Entretanto, a medida não impede que cada empresa siga suas próprias regras de compra.

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