Anteontem, a Argentina foi às urnas. Parecia final de copa. No entanto, contrariando as pesquisas e as primárias de agosto, o favorito Javier Milei ficou em segundo lugar. Nenhum Instituto de pesquisa previa o candidato governista Sérgio Massa, destacado em primeiro, principalmente porque Massa é o atual Ministro da Economia, e a inflação argentina encontra-se em quase 140% ao ano. O fato é que teremos prorrogação, ou seja, segundo turno. A corrida pelos votos da terceira colocada, candidata de centro-direita Patrícia Bullrich, começou antes mesmo do final da apuração. Em seu discurso de ontem, Patrícia fez duras críticas ao atual governo. Enquanto isso, o plantio da safra 23/24 no país vizinho avança, e entidades ligadas ao agronegócio cobram dos candidatos uma melhor condução da política econômica e fiscal, além da unificação cambial.

O FMI revisou positivamente as perspectivas econômicas do Brasil para 2023, mais uma vez, devido ao desempenho robusto da agricultura. O setor de serviços também contribuiu, e a previsão é de um crescimento de 3,1%, ante 2,1%. Para 2024, a previsão é que o PIB cresça 1,5%. A projeção do FMI é que a economia brasileira passe a ocupar a nona posição entre as economias do mundo ainda neste ano. Atualmente, estamos na décima primeira posição. Além da força da agricultura, o Fundo citou outros fatores para esse desempenho: os efeitos de longo prazo das reformas feitas nos últimos anos e a boa condução da política monetária feita pelo Banco Central.

O governo dos EUA começou a aliviar as sanções no setor de petróleo e gás da Venezuela devido a um acordo sobre as eleições em 2024 no país sul-americano. No entanto, eles alertam que as medidas podem ser revertidas se o presidente Maduro não cumprir compromissos sobre a transparência das eleições. Claro que tais movimentações também levam em consideração a ampliação dos canais de suprimentos em funções dos conflitos na Europa e Oriente Médio. A possibilidade de aumento dos fluxos globais de petróleo ajuda a segurar os preços que andam altos. Essa variação sempre tem impacto na agricultura. Combustível mais barato ajuda a reduzir preços de insumos e a controlar inflação.

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