Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 08 a 12 de junho de 2026.
O Projeto de Lei 5122, que prevê a reestruturação das dívidas de produtores rurais avançou mais uma etapa e foi aprovado no Senado. Como os senadores promoveram alterações o texto retorna agora à Câmara dos Deputados para nova análise. O projeto autoriza a utilização de recursos do Fundo Social e de fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda, como o Fundo Social do Pré-Sal, para viabilizar linhas especiais de financiamento destinadas à renegociação das dívidas do setor. O volume potencial de recursos envolvidos pode chegar a R$ 170 bilhões. Durante a votação, a vice-presidente da FPA no Senado, senadora Tereza Cristina (PP-MS), destacou que tentou diálogo com o governo ao longo da tramitação, mas que a equipe econômica permaneceu resistente à proposta, frequentemente classificando-a como uma “pauta-bomba”. Com o retorno do texto à Câmara dos Deputados, no entanto, abre-se espaço para uma nova rodada de negociações. São avanços significativos, mas não é um assunto de rápida resolução. Quando finalizado na Câmara, ainda poderá sofrer veto presidencial e possível judicialização. Até finalmente chegar ao produtor, na ponta, ainda vai levar um certo tempo.
Aperto fiscal reduz verba do seguro rural e pressiona Plano Safra 26/27
O aperto fiscal do governo federal voltou a atingir instrumentos importantes para o financiamento do agro. O bloqueio orçamentário anunciado em maio reduziu em cerca de 42% os recursos previstos para a subvenção ao seguro rural em 2026, diminuindo a disponibilidade de uma das principais ferramentas de gestão de risco da atividade. Ao mesmo tempo, aumentam as dúvidas sobre a composição do próximo Plano Safra. O Ministério da Agricultura trabalha para viabilizar um programa próximo de R$ 670 bilhões, mas reconhece dificuldades para ampliar os recursos equalizados em um ambiente de juros elevados e forte restrição orçamentária. Com isso, cresce a expectativa de participação de instrumentos privados, como CPRs, LCAs e linhas com recursos livres, que representam parcela crescente do crédito rural no país, porém, agora, enfrentam um pouco mais de dificuldade. O fato é que o cenário de juros elevados e crédito seletivo deve permanecer por mais algum tempo alimentando o desgaste nas contas dos produtores.
Veja mais com o Agrovip, o resumo semanal da Agroconsult.