Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 25 a 29 de agosto de 2025.

A poucos meses da entrada em vigor, a nova lei antidesmatamento da União Europeia segue cercada de incertezas. Aprovada em 2023, a norma exige que todos os produtos importados por seus países-membros estejam livres de desmatamento após dezembro de 2020 — e que isso seja comprovado por meio de rastreabilidade geográfica precisa. A lista inclui soja, carne bovina, cacau, café, óleo de palma, madeira e derivados, afetando diretamente cadeias importantes para o agro brasileiro. A regra já foi prorrogada uma vez, e agora enfrenta forte oposição dentro do próprio bloco: 18 países pedem simplificação imediata, alegando burocracia excessiva, altos custos e risco à competitividade. Diante das pressões, que sempre passam pelo econômico, a Comissão Europeia pode reavaliar a Lei. Para o Brasil, o movimento europeu representa um impasse: ao mesmo tempo em que pode abrir margem para negociações em torno de exigências técnicas, mantém elevada a imprevisibilidade sobre acesso ao mercado europeu.

Justiça restaura moratória da soja e a questão será retomada no Cade

Na semana retrasada noticiamos a decisão do Cade de suspender a moratória da soja. Uma semana depois, a Justiça Federal de Brasília restabeleceu, por liminar, a validade da moratória. O Cade havia suspendido o pacto e aberto investigação contra grandes tradings por possível formação de cartel. Firmado em 2006, o acordo veta a compra de soja produzida em áreas desmatadas na região após julho de 2008. A suspensão foi determinada pela Superintendência-Geral do Cade, sem aval do colegiado, e exigia o fim imediato do pacto entre empresas. A medida foi comemorada por produtores, mas gerou reação negativa em setores ligados à sustentabilidade. Agora, o caso será levado ao plenário do Cade, onde será reavaliado, embora ainda sem prazo definido para julgamento. Nos bastidores, a expectativa é de que o órgão retome a análise e possa, eventualmente, confirmar a suspensão da moratória – reacendendo o debate sobre os limites da autorregulação ambiental no comércio internacional.

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