Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de soja durante a semana do dia 17 a 21 de novembro de 2025.

Os preços da soja em Chicago começaram a semana passada em forte alta, impulsionados pela sinalização do governo norte-americano de que a China deverá cumprir a promessa de adquirir 12 milhões de toneladas do grão — movimento que foi seguido por confirmações de compras volumosas ao longo dos dias. Estima-se que os chineses tenham adquirido entre 2,5 e 3 milhões de toneladas para embarques em dezembro e, principalmente, em janeiro. Além disso, os dados de esmagamento divulgados pela Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (NOPA, na sigla em inglês) apontaram volume recorde e reforçaram o viés altista.

No entanto, mesmo com novas confirmações de vendas para a China, as cotações perderam força na segunda metade da semana. O mercado acompanhou a queda do farelo de soja, pressionado pela decisão do Conselho Europeu de aprovar a nova postergação da EUDR — medida que reduz a perspectiva de aumento da demanda pelo farelo dos EUA — e, sobretudo, pelos rumores de que o governo norte-americano poderá adiar o corte dos subsídios para biocombustíveis e matérias-primas importadas. A notícia derrubou os preços do óleo de soja, que, por sua vez, pressionaram a soja em grão.

Como resultado, as cotações em Chicago encerraram a sexta-feira (21) praticamente estáveis em relação à semana anterior.

No Brasil, a valorização do dólar ao longo da semana deu sustentação aos preços domésticos e favoreceu, mais uma vez, o avanço da comercialização da soja.

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