Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de soja durante a semana do dia 06 a 10 de outubro de 2025.
Com o “shutdown” ainda em vigor, o mercado de soja passou a semana “no escuro”.
Sem a divulgação dos relatórios do USDA — como os de oferta e demanda, ritmo de colheita e embarques semanais —, os movimentos de preços foram cautelosos, com leves oscilações ao longo dos dias.
Somente na sexta-feira (10), o mercado reagiu de forma mais intensa, após novos atritos entre Estados Unidos e China. Os asiáticos anunciaram tarifas adicionais sobre navios americanos que atracarem em portos chineses e restrições às vendas de terras raras, ampliando as tensões comerciais e afastando a perspectiva de um acordo no curto prazo após Trump anunciar, em sua rede social, que o encontro com o presidente chinês poderia não acontecer – no final de semana a possibilidade da reunião voltou à mesa.
Nesse contexto, os contratos da soja em Chicago recuaram mais de 1,25% no dia, acumulando perda semanal de cerca de 1,1% no primeiro vencimento. Ainda na sexta-feira, após o fechamento do mercado, Trump, de fato, retomou a guerra comercial ao anunciar a imposição da tarifa adicional de 100% sobre produtos chineses, válida a partir de 1º de novembro.
A queda do petróleo, que pressionou as cotações do óleo de soja, também contribuiu para o movimento de baixa.
No Brasil, o dólar disparou no encerramento do período, compensando as perdas em Chicago. A comercialização, no entanto, foi mais lenta ao longo da semana, ganhando algum volume apenas na sexta-feira com o rally cambial.
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