Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de soja durante a semana do dia 02 a 06 de fevereiro de 2026.

Os preços da soja em Chicago dispararam na semana passada, impulsionados, principalmente, por declarações do presidente Donald Trump, que sugeriram que a China poderia adquirir 8 milhões de toneladas adicionais de soja da safra 25/26 dos Estados Unidos. Embora o governo chinês não tenha se manifestado, o comentário foi suficiente para reacender o otimismo do mercado, levando, novamente, as cotações acima de USD 11,00 por bushel. O primeiro vencimento acumulou alta semanal de 4,8%.

Esse movimento de alta estimulou fortemente o ritmo de comercialização da soja, tanto por parte de produtores norte-americanos, quanto dos brasileiros. Estima-se que, no Brasil, mais de 5,5, milhões de toneladas tenham sido comercializadas, mais do que a metade do que foi vendido em todo o mês de janeiro.

Em segundo plano, o mercado segue monitorando a safra argentina. Apesar da previsão de chuvas para as próximas semanas, a confirmação das precipitações será determinante para reduzir as preocupações com a seca.

Em paralelo, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos publicou uma proposta de regulamentação para o crédito fiscal 45Z, que ainda precisa passar por etapas adicionais antes de se tornar definitiva. A proposta prevê que as matérias-primas elegíveis para biocombustíveis sejam limitadas a insumos produzidos nos EUA, Canadá e México, o que tende a estimular a demanda interna por óleo de soja. Em linha com esse cenário, os preços do óleo de soja também avançaram em Chicago ao longo da semana.

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