Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 28 de abril a 2 de março de 2025.

Produtores do Mato Grosso entraram na Justiça contra 28 tradings e duas associações do setor pedindo a extinção da Moratória da Soja e indenização por perdas financeiras. Segundo a Aprosoja-MT, mais de 4 mil produtores foram prejudicados, com impacto estimado em R$ 20 bilhões. O acordo privado, firmado entre empresas exportadoras, proíbe a compra de soja de áreas desmatadas na Amazônia após 2008 — mesmo quando o desmatamento é legal. A ofensiva jurídica dos produtores veio logo após o STF flexibilizar a aplicação da lei estadual que restringe benefícios fiscais a empresas que seguem a Moratória. A decisão do ministro Flávio Dino autoriza o Mato Grosso a aplicar parte da norma a partir de 2026, desde que os critérios estejam alinhados às leis federais — sem exigir práticas além do que está previsto no Código Florestal. Para o setor produtivo, a decisão reforça a autonomia dos Estados. O governador do Mato Grosso afirmou que vai retirar incentivos de empresas que impuserem exigências acima da legislação. A decisão reforça o desgaste em torno da Moratória da Soja e amplia o debate sobre seu futuro.

Governo Federal libera medidas pontuais, mas Agro do RS segue sem resposta à altura

O Ministério da Agricultura anunciou um pacote emergencial para os produtores do Rio Grande do Sul, que enfrentaram quatro anos seguidos de estiagens e eventos climáticos extremos. Entre as medidas está a flexibilização de uma norma que limita a 8% o volume de crédito rural que cada banco pode destinar a um único setor. Com isso, será possível prorrogar dívidas, liberar capital de giro e refinanciar operações anteriores. Apesar do anúncio, a Frente Parlamentar da Agropecuária considera que o governo ainda está longe de oferecer uma resposta à altura da crise. Parlamentares cobram medidas mais concretas e robustas, como a securitização das dívidas e linhas de crédito com condições especiais. A bancada do Sul reforçou o apelo por soluções urgentes, e o governo prometeu encaminhar ao Ministério da Fazenda um pedido para prorrogar imediatamente as dívidas de custeio, investimento e CPRs.

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