Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 15 a 19 de julho de 2024.

As exportações do agro brasileiro atingiram 15 bilhões de dólares em junho e, no acumulado do ano, o montante chegou a 82 bilhões de dólares, a segunda maior marca, ficando atrás apenas do ano passado. Quase metade do total das exportações brasileiras vem do setor. O destaque vai para soja, carne, setor sucroalcooleiro, celulose e café. Esses cinco itens representam mais de 80% do total exportado em valor. Para o segundo semestre, a soja ainda será uma grande protagonista no balanço comercial. A janela de exportação da oleaginosa tem se estendido e não fica mais restrita ao primeiro semestre, com quase um terço do volume total devendo ser exportado entre julho e dezembro. Já o milho, com a entrada da segunda safra no mercado, deverá intensificar a exportação já a partir de julho, mas a competição pela logística com a soja poderá estender o envio de volumes até o começo de 2025. O Ministério da Fazenda reduziu sua previsão para o PIB Agro em 2024, de -1,4% para -2,5%, já que a expectativa é que a safra atual fique em cerca de 290 milhões de toneladas contra mais de 315 milhões da safra passada, além dos impactos no RS em razão das chuvas.

No dia 17 de julho, o Ministério da Agricultura noticiou a detecção da doença de Newcastle em uma granja comercial no RS. A doença é um vírus altamente contagioso, podendo comprometer os plantéis rapidamente e exigir ações imediatas das autoridades. Sabendo disso, o ministério rapidamente se movimentou e aplicou um embargo, suspendendo as exportações de carne de frango, ovos e outros produtos avícolas para vários países. O MAPA orientou procedimentos de erradicação e reforço na inspeção ante e post mortem, focando na mortalidade de aves a campo e sinais clínicos da doença de Newcastle. O Brasil é o maior exportador de carne de aves do mundo, com 30% das exportações, e segundo maior produtor do setor, com 15% da produção.

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