O Ministério da Agricultura acatou pedido de antecipação do plantio de soja feito pela Associação Mato-Grossense de Produtores de Algodão/AMPA, ainda no período do vazio sanitário. A autorização permite o plantio a partir de 1º de setembro no Estado, 15 dias antes do que é anualmente definido no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. E quais seriam possíveis desdobramentos? Soja entrando mais cedo no mercado e aumento da área a ser cultivada com algodão segunda safra. A medida gerou polêmica. Outras entidades já haviam pleiteado a extensão do período de semeadura da Soja além de 24 de dezembro, sem obter sucesso. Vale lembrar que tudo isso dependerá do clima: as chuvas habitualmente chegam no MT, em volume e frequência, em meados de setembro. Este ano as previsões mostram chuvas chegando mais cedo no estado. Vamos aguardar e acompanhar!
Semanas de alta nos preços internacionais e notícias de desabastecimento finalmente fizeram a Petrobras ajustar seus preços por aqui. Os valores finais repassados nas bombas resultarão em aumentos de 30 centavos por litro para a gasolina e 70 centavos para o diesel. A defasagem do preço doméstico diminuiu, mas ainda existe. Mesmo com o ajuste, a arbitragem segue bastante fechada em relação a importação, segundo relatórios da Abicom.
Pauta do Congresso! O presidente da câmara disse que poderá votar o novo arcabouço fiscal nesta semana, caso haja acordo sobre a mudança na forma de cálculo do IPCA. O Senado propôs emenda que altera a maneira com que esse cálculo é feito visando a correção das despesas da proposta da nova regra fiscal. A semana passada foi de farpas entre Artur Lira e Fernando Haddad. O Ministro havia ironizado o poder muito grande da Câmara, e a dificuldade nas negociações sobre o arcabouço fiscal. Já Lira, após as críticas, respondeu dizendo que não havia clima para a reunião que aconteceria na semana passada. Enquanto isso a CCJ aprovou o plano de trabalho da reforma tributária e confirmou que o relator Eduardo Braga pretende apresentar o relatório no final de setembro. Alguns temas são mais polêmicos que outros, como a questão federativa, que opôs estados das regiões Sul e Sudeste às do Norte-Nordeste. Há no senado, inclusive, quem defenda o fim do Conselho Federativo. Já representantes do Agro, pleiteiam um aumento 60% para 80% na redução na alíquota do IVA e um aumento no limite da renda anual, de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões, que desobriga o produtor rural pessoa física de ser contribuinte.
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