Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 28 de outubro ao dia 1 de novembro de 2024.

O dólar encerrou a semana passada cotado a R$ 5,87, seu segundo maior valor nominal da história. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelas preocupações com o risco fiscal nacional, bem como pelos juros altos nos EUA e no Brasil. Especialistas alertam que um possível aumento nos juros americanos pode atrair mais capital para lá, desvalorizando ainda mais o real. Para o agronegócio, essa alta cambial tem impactos variados: por um lado eleva o custo de insumos, mas estes, na sua maioria, já foram contratados e contabilizados para a safra de verão. Por outro lado, aumenta a competitividade dos produtos exportáveis do Brasil.

FPA pressiona por aprovação de leis que garantam bioinsumos on farm

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota pedindo urgência à Câmara dos Deputados na aprovação dos Projetos de Lei 658/2021 e 3668/2021 para regulamentar a produção de bioinsumos no Brasil. A medida visa resolver o conflito criado pelo Decreto nº 6.913/2009, que impôs o prazo de dezembro de 2024 para a produção própria de bioinsumos. Esse limite proíbe que pequenos agricultores e produtores orgânicos produzam seu próprio bioinsumo a partir de 2025. Uma quantidade expressiva de agricultores brasileiros adota biopesticidas e biofertilizantes, e muitos deles com produção on farm, que passará a ser ilegal. A FPA corre para que os dois projetos de Lei resguardem os produtores, que poderiam sofrer punições com penas entre 3 a 9 anos de prisão, além de multa.

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