Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 23 a 27 de setembro de 2024.

Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Podemos usar esse conceito em dois assuntos recentes. Podemos dizer que, há meses, os meteorologistas têm agido com prudência ao falar sobre o La Niña: ele vem ou não vem? Chega forte ou fraco? O fato é que o Brasil tem enfrentado um ano atípico em relação ao clima seco, ao calor e ao atraso do início das chuvas. Isso nos leva ao outro assunto, diretamente correlacionado a este último: o plantio da nova safra. Depois de muita expectativa e espera, os produtores finalmente estão começando a plantar, mas ainda de forma bastante cautelosa. A semeadura “no pó” está sendo evitada até em áreas tradicionais de algodão. A experiência de replantio da safra passada trouxe lições, e os produtores não querem repetir a dose. Até o momento, não podemos dizer que o atraso na semeadura irá afetar o potencial da soja, mas pode trazer dificuldades à gestão da operação de plantio e começa a comprometer a janela do milho 2ª safra.

 

Indústria da soja segue investindo forte em biodiesel e farelo!

Em 2023, as empresas da cadeia de soja investiram R$ 6 bilhões em expansão e construção de novas fábricas de processamento do grão. A previsão para os próximos 12 meses é de outros R$ 5,76 bilhões em novos investimentos. Esses valores são expressivos em relação ao triênio 2020-2022, que acumulou R$ 2,5 bilhões no período. Se nossa produção seguir a tendência de crescimento, qualquer investimento no beneficiamento da soja em biodiesel e farelo será importante para ajudar a absorver a oferta nos próximos anos. Nossa capacidade de processamento atual é de quase 220 mil toneladas por dia. Esse incremento entre 2023 e 2025 acrescentaria cerca de 10% a esse volume diário.

Veja mais do Agrovip da Agroconsult abaixo.