Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 10 a 14 de junho de 2024.

Depois de toda a confusão em relação ao leilão do arroz promovido pelo Governo dias atrás, o próprio Governo, através de números divulgados pela Conab, confirmou que existe arroz disponível para abastecer o mercado interno. Colhemos 10,4 milhões de toneladas nesta safra, o que representa 3,6% a mais em relação à colheita passada. Com consumo anual em torno de 11 milhões de toneladas e importações na casa de 2 milhões. Se juntarmos uma coisa com a outra, temos arroz para abastecer o mercado interno. No fim das contas, o Rio Grande do Sul, que responde por 70% da produção nacional, perdeu apenas 1% para as chuvas que castigaram o estado. Então, fica a pergunta, por que o governo federal insiste em um novo leilão?

Outro tema importante para discutirmos diz respeito a suspensão na última quinta-feira, da sessão do STF que discutia a validade de benefícios fiscais para os defensivos agrícolas. A pedido do relator Edson Fachin, foi solicitada uma audiência pública. O julgamento já estava em fase avançada, com sete ministros já contrários à ação do PSOL, que alega que tais benefícios ferem princípios constitucionais, como o direito à saúde e ao meio ambiente. Retornar a uma audiência pública agora retroage a ação a um estágio de instrução, algo que já havia sido devidamente encerrado, e o assunto ganha vida novamente. A Corte avalia a constitucionalidade da redução de 60% de ICMS e isenção de IPI para esses produtos. Representantes do agronegócio defendem os incentivos fiscais, argumentando que os defensivos agrícolas são essenciais para a produção e que a desoneração evita aumentos nos preços, podendo impactar o setor em até R$ 16,5 bilhões, segundo pesquisa encomendada pelo Sindiveg. Para o governo, poderia ser mais uma receita que daria alento às contas públicas. O agro, mais uma vez sofre com esse tipo de investida na busca por aumento da arrecadação a todo custo.

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