Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 31 março a 4 de abril de 2025.
As novas tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump provocaram reações em diversos setores. Para o agronegócio brasileiro, no entanto, a medida pode até representar uma oportunidade no curto prazo, mas traz riscos de uma menor demanda no longo prazo. O Brasil foi incluído na menor alíquota da nova estrutura tarifária americana — 10% sobre todas as importações — enquanto outros países enfrentarão tarifas mais elevadas. Com essa menor tarifa, produtos como o café podem ganhar espaço no mercado americano nesse primeiro momento, com maior competitividade frente a outros países afetados por taxas mais altas. Ainda assim, há dúvidas sobre a forma de aplicação: se as tarifas serão cumulativas ou como serão tratadas mercadorias com cotas isentas, como é o caso da carne bovina. Esse cenário surge junto ao anúncio de uma visita da secretária do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ao Brasil — nos próximos meses — com o objetivo de renegociar termos do comércio agrícola e pressionar por maior equilíbrio nas relações bilaterais. Os mercados despencaram na sexta — e hoje a turbulência continua, com circuit breaker em alguns países.
Escalada entre China e EUA pode redirecionar demanda para o agro brasileiro
E a China não ficou parada. Na última sexta-feira, anunciou tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos norte-americanos, em resposta às novas tarifas impostas pelo governo Trump. Segundo o governo chinês, as medidas passam a valer a partir de 10 de abril. Essa é mais uma batalha na reedição da guerra comercial entre os dois países. Desde o início do ano, o governo Trump já implementou três rodadas de tarifas sobre produtos chineses — as duas primeiras de 10% e a última de 34% — cumprindo uma das promessas de campanha do presidente. Já a China, em retaliação, anunciou uma primeira rodada de tarifas entre 10% e 15% no começo de março, e agora mais 34%. Enquanto isso, a escalada no conflito pode beneficiar o agronegócio brasileiro, podendo gerar uma demanda mais forte, já que parte do comércio entre China e EUA acaba sendo redirecionado para o Brasil, favorecendo os preços ao produtor. Outro ponto de atenção é que o cenário inflacionário gerado pelo conflito tende a sustentar o dólar em patamar elevado no mercado doméstico — o que também contribui para melhorar a rentabilidade do setor agro.
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