Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 23 a 27 de fevereiro de 2026.

Os contratos encerraram a semana em alta, com valorização de 2,6% no contrato março e 2,0% no vencimento de maio/26 em uma semana marcada por volatilidade e influência de fatores ligados à demanda e ao setor de biocombustíveis.

Fatores que sustentaram as cotações:

✅ Continuidade da forte demanda externa pelo milho norte-americano e ritmo de exportações acima do mesmo período do ciclo anterior, segundo reportes do USDA.

✅ Expectativa de maior demanda por etanol nos Estados Unidos, após acordo do governo Donald Trump para que grandes refinarias compensem ao menos 50% das isenções de mistura de biocombustíveis.

✅ Valorização do trigo, que impulsiona o milho por substituição na ração.

Fatores que limitaram os ganhos:

✅ Avanço do plantio da safrinha no Brasil, com a retomada da colheita da soja após interrupções provocadas pelas chuvas.

✅ Melhora das condições hídricas para o milho tardio na Argentina, mantendo a projeção de produção em 57 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, além do início da colheita, que já atinge 3,6% da área.

✅ Impasse do E15 nos EUA: a Câmara não cumpriu prazo para liberar venda anual; proposta enfrenta conflito entre setores agrícola e petrolífero.

No Brasil, os preços na B3 fecharam a semana praticamente de lado. O mercado doméstico seguiu com comercialização lenta, com produtores que seguem adotando postura cautelosa diante do atraso no plantio da safrinha causado pelo excesso de chuvas em parte das regiões produtoras. A demanda interna permanece firme, com as relações de troca entre milho e proteínas animais bastante favoráveis ao consumo de ração, além de boa paridade de preços oferecida pelas indústrias de etanol.

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