Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 19 a 23 de janeiro de 2026.
Os futuros de milho encerraram a semana em alta de 1,3%, em meio à volatilidade e disputa entre fatores altistas e baixistas.
Apesar da pressão da safra recorde dos EUA, estimada pelo USDA em 432,3 milhões de toneladas, o mercado reagiu à demanda excepcional por exportação, com 4,01 milhões de toneladas vendidas na semana, o maior volume do ano comercial.
O movimento foi sustentado por:
✅ Dólar mais fraco, aumentando a competitividade do milho norte-americano;
✅ Alta do petróleo, que melhora a atratividade do etanol.
Além disso, os fundamentos apresentaram viés altista moderado, com destaque para a Argentina, onde atrasos no plantio, aumento da pressão da cigarrinha-do-milho e piora nas condições das lavouras, segundo a Bolsa de Cereales.
O avanço dos preços foi parcialmente contido por:
✅ Estoques elevados de etanol nos EUA;
✅ Retirada da proposta de liberação do E15 o ano todo;
✅ Riscos macroeconômicos, com possibilidade de disputa tarifária entre EUA e União Europeia.
Já no Brasil, o mercado doméstico segue com ritmo fraco de comercialização. A B3 fechou em queda. O consumo spot permanece bem coberto, reduzindo a necessidade de compras imediatas, enquanto as usinas de etanol demonstram maior interesse pelo milho da nova safra.
