Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 08 a 12 de dezembro de 2025.
Os futuros de milho foram inicialmente pressionados pelo clima favorável na América do Sul, com chuvas garantindo umidade adequada no Brasil e na Argentina, além da entrada da safra recorde dos Estados Unidos. No meio da semana, as cotações chegaram a avançar após o relatório de oferta e demanda do USDA reduzir os estoques finais dos EUA para 25/26 em decorrência do aumento das exportações. O momento altista também foi reforçado pelo enfraquecimento do dólar após o corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros pelo Fed.
No entanto, o movimento de alta perdeu força rapidamente. A realização de lucros, combinada à continuidade da ampla oferta dos EUA, voltou a pressionar o mercado. Com isso, o contrato com vencimento em março encerrou a semana com queda acumulada de -0,9%.
Na B3, os contratos de milho acompanharam a trajetória internacional e recuaram ao longo da semana. No mercado físico, a comercialização permaneceu pontual, com volumes moderados e até um pouco abaixo do padrão observado nas últimas semanas.
Do lado da demanda, a relação milho/frango segue bastante favorável para a indústria avícola, o que sustenta o consumo doméstico. Compradores continuam atuando de forma seletiva, enquanto produtores mantêm postura defensiva diante das incertezas climáticas e do possível encurtamento da janela da safrinha de 2026.
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