Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 7 a 11 de outubro de 2024.

Assim como na soja, o clima deu as cartas nesta última semana, pressionando os preços na CME. A primeira posição encerrou com perda de 2,1%, mais do que devolvendo os ganhos da semana anterior, que haviam sido de 1,6%.

Nos Estados Unidos, o clima foi positivo para o fechamento da safra e para a colheita no país. Enquanto isso, no Brasil, o principal fator que contribuiu para a queda nos preços internacionais foi previsão de chuvas, que espera-se que permita a evolução do plantio da soja e assim abrir uma janela adequada ao plantio do milho de inverno.

Completando o quadro baixista, os preços do petróleo perderam força durante a semana, e o USDA, em seu relatório mensal de oferta e demanda, trouxe pelo terceiro mês consecutivo uma revisão positiva na produtividade norte-americana. O resultado disso foi um aumento da safra em quase 500 mil toneladas.

 Além da revisão nos Estados Unidos, o USDA reduziu, mais uma vez, 1 milhões do toneladas a expectativa de oferta na Ucrânia. A razão para isso foi o clima quente e seco por lá. Além disso, também houve redução de 19 milhões de toneladas nas projeções de importações chinesas de milho.

 No Brasil, mesmo com a queda lá fora, os preços fecharam a semana em alta. Com o câmbio mais favorável e boa demanda do mercado interno, que segue pagando preços acima da paridade de exportação, os preços tiveram leve melhora e a comercialização manteve-se ativa.

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