Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 20 a 24 de janeiro de 2025.

Na disputa entre forças altistas e baixistas, as altistas conquistaram uma leve vantagem na semana, levando as cotações internacionais de milho na CME a encerrar em alta moderada de 0,5% na posição spot – março/25.

Fatores que impulsionaram a alta incluíram:

  • Clima na Argentina: A falta de chuvas continua severa, e já afeta a produtividade. A Bolsa de Buenos Aires reduziu sua estimativa de produção de milho em 1 milhão de toneladas.
  • Chuvas excessivas no Brasil: O excesso de precipitações tem atrasado a colheita da soja, impactando o rápido plantio da segunda safra de milho.
  • Exportações americanas aquecidas: Pela segunda semana consecutiva, os Estados Unidos registraram boas vendas no mercado externo, sustentando o otimismo no mercado.

Por outro lado, o movimento de alta foi contido por dois fatores principais:

  • Queda expressiva no preço do petróleo.
  • Medida do governo argentino: A redução temporária das retenciones (impostos sobre exportações) de 12% para 9,5%, válida de 27 de fevereiro a 30 de junho, deve estimular vendas represadas no país, aumentando a competitividade do cereal argentino e pressionando os preços internacionais.

No Brasil, o cenário foi de desvalorização. O câmbio mais baixo e a fraca demanda, tanto local quanto internacional, mantiveram as cotações pressionadas. Com preços menores e pouca procura, a comercialização do milho desacelerou no mercado interno durante a semana.

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