Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 23 a 27 de março de 2026.

Os futuros de milho voltaram a apresentar uma semana de elevada volatilidade. De um lado, o suporte veio da política de biocombustíveis nos EUA — com a autorização emergencial do E15 e a manutenção das metas pela EPA, divulgadas na sexta-feira (27) — além das tensões geopolíticas, que ampliam as incertezas sobre a oferta de fertilizantes. Por outro, prevaleceram fatores mais imediatos: o recuo no complexo energético após sinalizações de trégua entre EUA e Irã na segunda-feira (23), com a suspensão temporária de ataques a infraestruturas energéticas por 5 dias e a expectativa de estoques mais elevados nos EUA. Esse conjunto trouxe um saldo de queda ao longo da semana, levando o primeiro vencimento a recuar 0,8% frente à semana anterior.

No cenário global, as atenções se voltam para o relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para 31 de março, com expectativa de redução da área de milho nos EUA — fator que pode limitar a oferta futura. Ainda assim, o impacto do aumento nos custos de fertilizantes segue trazendo incertezas sobre as decisões de plantio, mantendo o mercado em compasso de espera.

No Brasil, a comercialização ganhou ritmo, com produtores mais ativos diante de oportunidades pontuais de preços. A demanda interna segue firme, sustentada pelo setor de ração e pela expansão do etanol de milho, com novos investimentos e aumento da capacidade produtiva. Nesse sentido, o Potencial Group anunciou investimentos de US$ 1,15 bilhão para expandir seu complexo no Paraná, com foco na integração das cadeias de soja, milho, biocombustíveis e energia, reforçando a perspectiva de crescimento estrutural da demanda por milho no país. As exportações também avançam em março, com embarques concentrados no porto de Rio Grande e programação positiva para as próximas semanas.

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