No final de semana, fomos todos surpreendidos pelo ataque do Hamas a Israel. Claro que nossa torcida é para que uma solução pacífica seja alcançada o quanto antes. Por enquanto, só podemos especular para o caso dessa guerra se estender, e na pior das hipóteses, outros países entrarem diretamente no confronto. O preço do petróleo reagiu imediatamente e iniciou a semana com uma alta de mais de 5%. O conflito trás incerteza aos mercados, podendo impactar nas commodities, inflação e taxas de juros. Importante acompanharmos a evolução do conflito e suas consequências para o setor.
O Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento econômico da China para 2024 de 4,8% para 4,4% em razão da lenta recuperação de consumo pós pandemia e da crise imobiliária. O crescimento mais lento do PIB chinês poderá afetar negativamente os preços de matérias-primas como os minérios e o petróleo. Já outras commodities, como as do setor agropecuário parecem não ser diretamente afetadas. A perspectiva é que a demanda para soja, por exemplo, cresça na média de 4% ao ano. Mesmo ritmo dos últimos 10 anos. Esse movimento distinto para diferentes commodities é explicado pela mudança no modelo de crescimento. A China tem migrado para um modelo menos sustentado no aumento da dívida pública e setor imobiliário, para outro mais focado no consumo interno e inovação.
O crescimento de Milei nas pesquisas e a possibilidade de vitória ainda no primeiro turno, traz uma perspectiva de mudanças. Entidades argentinas ligadas ao campo esperam que com Milei eleito, o agro argentino aumente sua competitividade e melhore suas margens com a unificação do câmbio e o fim das retenciones. Por outro lado, a proposta de dolarização da economia já foi tentada no passado, sem sucesso e traz preocupações aos eleitores. A possibilidade do fim do banco central também é vista com muitas ressalvas, não apenas pelos próprios argentinos. Em outros momentos, como no governo Macri, já vimos o fracasso de reformas estruturantes como as propostas por Milei. A Argentina precisa de uma virada, mas até que ponto a situação financeira do país permite uma virada tão grande?
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