Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 26 a 30 de agosto de 2024.
Nos últimos seis anos, os terminais portuários brasileiros receberam aportes de R$ 42,7 bilhões em investimentos, segundo o Ministério dos Portos e Aeroportos. A expectativa é de que os desembolsos alcancem aproximadamente R$ 76 bilhões até 2026, provenientes tanto de autoridades públicas quanto de operadores privados. Boa parte desse montante anunciado é direcionada ao setor agropecuário. Um exemplo disso são os primeiros editais de concessões de hidrovias que o governo está preparando, sendo o projeto do rio Madeira o mais avançado. Ele prevê uma concessão de 12 anos, com investimento de R$ 109 milhões e despesas operacionais de R$ 480 milhões. Estudos para outros rios também estão em andamento, com investimento inicial estimado em R$ 4 bilhões. Apesar das incertezas sobre o formato das concessões e o arcabouço regulatório, operadores logísticos, empresas de dragagem e donos de carga já demonstraram interesse nessas concessões.
Diversificação do etanol chega aos cereais de inverno no RS.
O programa pró-etanol do Rio Grande do Sul tem atraído investimentos na ordem de R$ 1,9 bilhão em usinas. Essas usinas estão se preparando para produzir biocombustíveis a partir de cereais de inverno, utilizando culturas como trigo, triticale, sorgo e cevada. Esses projetos visam reduzir a dependência de etanol importado, principalmente de estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul. Apenas na aviação agrícola, 50% do etanol consumido nas lavouras do RS vem de fora do estado. Há a percepção de que muitos produtores que plantam soja no verão não cultivam trigo no inverno por dois motivos principais: oscilações climáticas, que são uma constante na vida de todo produtor, e a menor liquidez em comparação ao que estão acostumados.
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