Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 4 a 8 de novembro de 2024.
Segue a indefinição para a apresentação do pacote de cortes de gastos públicos, que busca alinhar o orçamento do governo com as regras fiscais. Lembrando que o déficit fiscal é o principal fator da alta do dólar, embora não seja o único. Divergências entre a equipe econômica e setores políticos, além de preocupações sobre possíveis mudanças no seguro-desemprego e abono salarial, causaram frustração no mercado. Sindicatos pressionam o governo para evitar ajustes que afetem os direitos dos trabalhadores. Outros ministérios, como os da Saúde e da Educação, resistem a cortes em suas áreas. Enquanto isso, produtores comemoram, já que, neste momento, com boa parte dos insumos já comprados, o câmbio alto melhora as margens.
O potencial impacto no setor de defensivos se o STF revogar a desoneração
Recentemente, o STF alterou de virtual para presencial o julgamento dos Embargos na ADI do Código Florestal, onde, em sessão presencial, os ministros consideraram constitucional a compensação de reserva legal. Agora, outro caso está em andamento: o PSOL questiona a desoneração de impostos sobre defensivos, que reduz o ICMS e isenta o IPI. Se a isenção for revogada, o custo dos defensivos pode aumentar em até R$ 20,8 bilhões, representando um aumento de 17% na carga tributária do setor, o que impactaria os custos de produção. Com a mudança para sessão presencial, a votação recomeça e o resultado ainda é incerto. Portanto, é algo para acompanhar com atenção.
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