Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 26 a 30 de maio de 2025.

A resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional para renegociar dívidas rurais no RS não convenceu os produtores. A medida autoriza a prorrogação de parcelas de 2025 de custeio por até três anos e, no caso de investimentos, por até um ano. Mas o alcance é limitado: cada banco só poderá renegociar até 8% do total da sua carteira de custeio com recursos equalizados – e isso deixa boa parte dos produtores de fora. O Banrisul, por sua atuação regional, poderá operar com margens maiores: até 17% no custeio e 23% nos investimentos. Ainda assim, a medida é vista como tímida frente ao passivo de R$ 28 bilhões só das parcelas de 2025. O custo estimado ao governo é de R$ 136 milhões no primeiro ano, com impacto total de R$ 358 milhões – muito aquém das perdas acumuladas no estado. Diante disso, centenas de produtores seguem mobilizados em protestos, cobrando medidas mais amplas, como a securitização do total das dívidas.

CVM amplia acesso de cooperativas aos FIAGROs

A Comissão de Valores Mobiliários anunciou mudanças que facilitam a criação de FIAGROs por cooperativas agrícolas. Agora, cooperados, clientes, fornecedores e funcionários podem investir nesses fundos. Com isso, as cooperativas podem adquirir títulos emitidos pelos produtores e continuar gerenciando o fluxo de caixa, armazenagem e venda dos produtos. Na prática, isso traz mais previsibilidade e recursos para os cooperados. O deputado Arnaldo Jardim, autor da lei dos FIAGROs, destacou que a medida fortalece o papel do mercado de capitais no agronegócio. O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, afirmou que a decisão reforça o compromisso da Comissão com o desenvolvimento do setor agropecuário por meio do mercado financeiro.

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