Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 19 a 23 de maio de 2025.

O Conselho Monetário Nacional aprovou novas regras para reforçar o financiamento do Plano Safra 2025/26. Com orçamento apertado e juros altos, a saída foi exigir mais dos bancos e cooperativas. A principal mudança foi no direcionamento obrigatório de recursos ao agro. A fatia dos depósitos à vista que deve ir para o crédito rural subiu de 30% para 31,5%. As cooperativas, que antes estavam isentas dessa obrigação, agora terão que destinar parte de seus recursos ao crédito rural, começando com 6% já na próxima safra e aumentando gradualmente até chegar aos mesmos 31,5% em 2028. Também aumentou a exigência sobre a poupança rural e as LCAs – o que deve ampliar o volume de dinheiro destinado ao campo. E há novas regras para a distribuição: 50% dos recursos vão para o Pronamp, 35% para o Pronaf e 15% para os grandes produtores. A ideia é reduzir a dependência de subsídios públicos, garantindo mais acesso ao crédito mesmo com menos dinheiro disponível no orçamento.

Senado vota mudanças no licenciamento ambiental com impacto direto no agro

O Senado segue avançando com o projeto que cria um novo marco para o licenciamento ambiental no país. A proposta, aprovada nas comissões de Meio Ambiente e Agricultura, unifica regras hoje dispersas em mais de 27 mil normas e é considerada prioritária pela Frente Parlamentar da Agropecuária. O texto prevê exigências proporcionais ao risco ambiental de cada atividade, com procedimentos mais simples para empreendimentos de baixo impacto, como a Licença por Adesão e Compromisso, e mantém estudos aprofundados para obras com potencial poluidor elevado. Para o agronegócio, a medida pode destravar investimentos em áreas como irrigação, armazenagem e infraestrutura, reduzindo a burocracia e oferecendo mais segurança jurídica. A ausência de regras claras tem travado projetos e gerado insegurança, especialmente para médios e grandes produtores. O governo vê o avanço do projeto como uma reação política a recentes decisões do Ibama. Mesmo assim, o texto ganhou força no Congresso e deve seguir para análise da Câmara após votação em Plenário.

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