Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio na semana do dia 5 a 9 de agosto de 2024.
Durante o congresso da ABAG, na semana passada, João Pedro Nascimento, presidente da CVM, confirmou que a regulamentação dos Fiagros deve sair até o fim de setembro. As regras começaram a ser elaboradas em 2022 e passou por consulta pública no ano passado, quando recebeu contribuições do setor privado. Os fundos de investimentos nas cadeias produtivas agroindustriais (Fiagros), nada mais são do que aplicações financeiras onde investidores aportam recursos em ativos de investimentos do agronegócio, sejam eles de natureza imobiliária rural ou de atividades relacionadas à produção do setor. Nosso Agro tem tido uma participação muito relevante no PIB Nacional, que tem variado entre 22 e 25%. Mesmo assim, a participação do agronegócio no mercado de capitais corresponde atualmente a apenas 5%. A expectativa do presidente da autarquia é ampliar essa participação. Isso poderia abrir, inclusive, espaço no Plano Safra para pequenos e médios produtores, além de aumentar a cobrança por critérios de sustentabilidade.
A publicação da MP 1247/24 que trata dos agricultores do Rio Grande do Sul afetados pelas enchentes não agradou a Frente Parlamentar da Agropecuária. Segundo a FPA, a medida exclui condições específicas como operações de crédito enquadradas no Proagro, cobertas por seguro rural, e não abarca agricultores com dívidas antigas. Também não contempla produtores que não tiveram perdas diretas, mas que estejam sofrendo prejuízos por conta dos danos causados à infraestrutura nas estradas e rodovias. Na quinta feira, dia 08, o movimento SOS Agro RS realizou um tratoraço pelo Centro de Porto Alegre. Milhares de produtores participaram da manifestação, que contou com a presença do Governador Eduardo Leite, solidário a situação enfrentada pelo agronegócio gaúcho. Leite reafirmou que as medidas anunciadas pelo governo federal – que tem como um dos principais pontos a renegociação de dívidas baseadas nos percentuais de perdas, – são insuficientes como apoio ao Agro do estado.
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