Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 12 a 16 de maio de 2025.

O Ministério da Agricultura confirmou o primeiro caso de gripe aviária H5N1 em uma granja comercial no Brasil, localizada em Montenegro, no Rio Grande do Sul. A propriedade foi isolada, as aves eliminadas e medidas de controle foram implementadas em um raio de 10 km, com estado de emergência sanitária decretado por 60 dias. A Organização Mundial de Saúde Animal e os parceiros comerciais foram notificados. Apesar de o governo assegurar que o consumo de carne de frango e ovos inspecionados permanece seguro, as repercussões comerciais foram imediatas. A China suspendeu as importações de carne de frango de todo o Brasil por 60 dias, seguindo protocolos sanitários bilaterais. A União Europeia adotou medida semelhante, enquanto Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita restringiram as compras apenas ao RS. A confirmação ocorre na mesma semana em que o Brasil havia anunciado a abertura do mercado chinês para exportações de miúdos de frango, o que amplia o impacto econômico do episódio. O caso brasileiro acende um alerta diante do cenário internacional. Nos Estados Unidos, a gripe aviária já causou prejuízos superiores a US$ 1,4 bilhão desde 2022, com mais de 168 milhões de aves afetadas e impactos também sobre rebanhos leiteiros. O surto americano foi o mais severo e prolongado da história do país, afetando a segurança alimentar e elevando os preços de ovos e carne de frango. Diante desse contexto, o Brasil busca conter rapidamente o foco identificado para evitar perdas maiores e preservar sua posição no mercado global de proteína animal.

Financiamento externo entra no radar do agro brasileiro

Com a nova taxa Selic próxima a 15% ao ano, os produtores rurais começam a olhar com mais atenção para o crédito internacional. Apesar da volatilidade cambial, linhas atreladas ao dólar têm oferecido juros mais competitivos aos praticados no Brasil. O movimento é reflexo de uma mudança de mentalidade no campo: as lições dos últimos ciclos reforçaram a importância da gestão financeira e da diversificação das fontes de recursos, especialmente num momento em que até o acesso ao Plano Safra se tornou mais difícil. Grandes empresas do agro, como JBS, BRF e Cutrale, já recorrem há anos ao mercado internacional. E o que antes parecia exclusivo de grandes grupos, começa a entrar no radar de médios produtores e cooperativas. Embora ainda incipiente, esse movimento reforça a estrutura de crédito do setor, trazendo alternativas para quem precisa de capital com mais previsibilidade e custo menor. Em um ambiente de incertezas fiscais e juros elevados, ampliar as opções de financiamento pode ser decisivo para manter a competitividade do agro brasileiro.

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