Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 10 a 14 de novembro de 2025.

O Banco do Brasil confirmou nova escalada da inadimplência no crédito rural, que chegou a 5,3% em setembro, com atrasos acima de 90 dias. No custeio agropecuário, o índice saltou para 6,3%, quase o dobro de junho. Também cresceram os valores vinculados a produtores em recuperação judicial, passando de R$ 5,4 bilhões para R$ 6,6 bilhões. Um aumento de mais de 1 bilhão em apenas um trimestre. O avanço reflete um quadro mais amplo de estresse financeiro no campo, marcado por margens estreitas, endividamento elevado e custo crescente do crédito. A MP 1.314, voltada à renegociação do crédito rural, pode atenuar parte da pressão – mas ainda enfrenta incertezas quanto ao alcance e execução.

Alívio parcial nas tarifas dos EUA traz pouco efeito prático ao agro

O governo Trump retirou a tarifa adicional de 10% sobre café, carne bovina, banana, tomate e açaí importados, num gesto que parece favorecer o Brasil. A medida entrou em vigor em 13 de novembro, mas está longe de representar uma vitória concreta. Isso porque a sobretaxa mais pesada, de cerca de 40%, continua valendo para os mesmos produtos, o que mantém o custo elevado de acesso ao mercado americano. Na prática, o alívio é mais simbólico do que efetivo. Exportadores ganham um fôlego mínimo, mas seguem enfrentando barreiras tarifárias que reduzem a competitividade. A decisão pode ser lida como tentativa de amenizar pressões internas nos EUA, mas não sinaliza uma abertura ampla. É preciso seguir pressionando por acordos estruturais e evitar interpretações otimistas demais sobre medidas pontuais. O gesto é bem-vindo, mas o caminho para um comércio mais equilibrado continua distante.

EUA encerram shutdown, mas risco fiscal volta em 2026

Por fim, o Senado dos EUA finalmente aprovou o fim do shutdown após 42 dias. A medida garante o funcionamento do governo e a divulgação de relatórios do USDA e principalmente de dados da economia norte americana servindo o FED para sua tomada de decisões e consequentemente também orientando a política macroeconômica dos outros países como o Brasil. Importante ressaltar que o orçamento aprovado vai apenas até janeiro de 2026 e após essa data quando um novo orçamento terá que ser votado.

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