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Alguém vai ter um início de semana meio chato em Brasília. A medida provisória que desonera os impostos federais sobre a gasolina e o etanol vence nesta terça. Enquanto parte do governo quer uma prorrogação para não dar mais combustível para a inflação, com o perdão do trocadilho, a área econômica espera arrecadar mais para aliviar as contas públicas.

Talvez a decisão já tenha sido tomada quando você estiver vendo esse vídeo. Mas o assunto não acaba aqui. A discussão vai migrar para a política de preços da Petrobras. Esse governo foi eleito com a promessa de acabar com a paridade da gasolina e do diesel ao mercado internacional. Ponto positivo para o agronegócio: diminuir a pressão sobre o diesel e os custos de fretes e operações agrícolas. Mas uma eventual mudança tende a prejudicar os produtores de etanol, mexer com a taxa de câmbio, a percepção de risco e o custo do crédito. A situação fiscal também é importante para as definições dos recursos do próximo plano safra.

O governo da Argentina anunciou no fim de semana uma flexibilização no acordo com o FMI. O valor mínimo das reservas internacionais que precisam ser mantidas neste ano para continuar tendo acesso aos recursos do fundo foi reduzido em 2 bilhões de dólares. Traz algum alívio para as contas públicas, mas ainda será preciso um grande esforço para atrair dólares. A reedição do dólar soja para estimular as exportações de grãos e derivados continua, portanto, no radar.

A expectativa é para que avancem nos próximos dias as negociações para reabrir o mercado chinês para a carne bovina brasileira. As exportações foram suspensas na semana passada após a identificação de um caso de encefalopatia espongiforme bovina no Pará. Tudo leva a crer que é um caso atípico. Aguarda-se a comprovação dos testes.