Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de soja durante a semana do dia 16 a 20 de março de 2026.

A semana encerrada no último dia 20 foi marcada por forte desvalorização dos preços da soja no mercado internacional.

Na segunda-feira (16), as cotações atingiram o limite de baixa, com recuo de 70 centavos de dólar por bushel no contrato maio/26 em relação ao fechamento anterior. O movimento foi, em grande parte, motivado pela posição dos fundos, que detinham uma posição líquida comprada elevada, mas que, diante das notícias sobre o adiamento do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping — frustrando as expectativas do mercado em torno das 8 milhões de toneladas adicionais de compras de soja da China — promoveram uma liquidação de posições.

Nos dias seguintes, os preços encontraram alguma sustentação, apoiados pela alta do petróleo e dos derivados da soja, mas o movimento não foi suficiente para reverter as perdas. Com isso, o primeiro vencimento acumulou queda semanal de 5,2%.

No Brasil, no mesmo dia da forte queda em Chicago, os preços domésticos também recuaram de forma significativa, mas com leve recuperação ao longo da semana. Como resultado, houve desaceleração no ritmo de comercialização da soja.

Ao apagar das luzes da sexta-feira, começaram a circular notícias de que o governo chinês iria flexibilizar as normas fitossanitárias de importações de soja brasileira. Se confirmada, isso deve ajudar a normalizar os embarques e pode trazer maior interesse na originação.

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