Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 02 a 06 de março de 2026.

Os contratos futuros de milho encerraram a semana passada em alta, com valorização de 2,7% no primeiro vencimento. O movimento foi impulsionado, principalmente, pelo avanço do petróleo, diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da percepção de um possível conflito prolongado na região. A forte valorização do trigo também contribuiu para sustentar as cotações. Outro fator foi, novamente, o desempenho das exportações norte-americanas: segundo o USDA, as vendas externas somaram cerca de 2,02 milhões de toneladas na semana encerrada em 26 de fevereiro.

A alta no custo de insumos, especialmente da ureia, também passou a gerar preocupação entre produtores norte-americanos às vésperas do plantio da safra 2026/27, levantando dúvidas sobre uma possível redução da área destinada ao cereal. Os ganhos foram parcialmente limitados pela indefinição sobre a política do E15 nos Estados Unidos.

No mercado brasileiro, os contratos futuros na B3 acompanharam o movimento de Chicago e encerraram a semana em alta. O ritmo de comercialização, no entanto, seguiu irregular. A recente valorização do real frente ao dólar reduziu o estímulo às vendas por parte dos produtores, resultando em fluxo de originação mais fraco em alguns momentos, embora algumas tradings tenham reportado volumes pontuais maiores ao longo da semana. No mercado FOB, vendedores continuam em busca de demanda, enquanto compradores permanecem cautelosos. O consumo doméstico segue sólido, com relações de troca favoráveis sustentando a demanda por ração.

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