Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 02 a 06 de março de 2026.

A tensão no Oriente Médio escalou para um novo patamar nos últimos dias. Os ataques, antes concentrados em alvos militares, passaram a atingir também estruturas civis, como fábricas e refinarias — e dá sinais de que o conflito pode se prolongar. A reação dos mercados foi imediata: o petróleo voltou a subir e já supera os 100 dólares por barril. Fertilizantes também reagiram, em um mercado que já vinha com estoques apertados e oferta limitada. Os grãos acompanharam o movimento, mas com menor intensidade. Para o agronegócio, o momento exige atenção. A indústria de insumos começa agora a tomar posição para as compras da próxima safra, justamente em um ambiente com maior incerteza. No curto prazo, cresce ainda a preocupação com possíveis restrições no abastecimento de combustíveis no interior, o que poderia afetar operações no campo, especialmente para o milho segunda safra e para as culturas de inverno. Para mais detalhes, vale consultar nossa nota técnica enviada no dia 2 de março.

Seguro rural acumula dívida de R$ 410 milhões

A subvenção ao seguro rural voltou ao centro das preocupações do setor. Empresas que operam o programa cobram cerca de R$ 410 milhões do governo federal referentes a apólices já contratadas por produtores, mas ainda sem o pagamento da parte subsidiada pelo Tesouro. O problema ocorre em um momento de aumento da demanda por proteção no campo, diante da maior frequência de eventos climáticos e da elevação dos custos de produção. A regularização desses pagamentos é vista como condição essencial para manter o seguro rural como uma das principais ferramentas de gestão de risco no agronegócio brasileiro.

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