Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 26 a 30 de janeiro de 2026.

Os futuros de milho fecharam em leve queda, com variação semanal de -0,5% no primeiro vencimento, pressionados principalmente pela consolidação de um cenário de ampla oferta e pelo movimento negativo do trigo ao longo da semana — que contribuiu para puxar o milho para baixo. Além disso, as incertezas políticas nos Estados Unidos, incluindo a possibilidade de nova paralisação do governo e ameaças de tarifas contra o Canadá, aumentaram a aversão ao risco e pesaram sobre o mercado, especialmente pelo impacto potencial sobre o setor de etanol.

Já no Brasil, a comercialização permaneceu lenta, com produtores priorizando a soja e restringindo as vendas de milho, o que manteve a liquidez baixa, especialmente para a nova safra. A demanda interna para ração segue firme, mas a percepção de oferta confortável mantém o mercado em compasso de espera; assim, a B3 encerrou a semana com preços praticamente estáveis.

Na Argentina, apesar das perdas pontuais associadas à estiagem sobre áreas de milho tardio, o avanço da semeadura para níveis próximos da conclusão manteve a expectativa de elevada disponibilidade ao longo do ciclo, conforme a Bolsa de Comércio de Rosário.

No mercado internacional, a competitividade do milho argentino tem sustentado os negócios da nova safra, com forte interesse da exportação, já que o país se mantém como a origem mais barata entre março e maio, à frente dos Estados Unidos, enquanto a safrinha brasileira só deve ganhar espaço a partir de junho ou julho.

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