Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 17 a 21 de novembro de 2025.
Os futuros de milho na Bolsa de Chicago encerraram a semana com movimentos mistos. O mercado iniciou em alta, sustentado pela recuperação do trigo e pelo bom ritmo das exportações norte-americanas. Porém, a partir de quarta-feira, o avanço perdeu força diante da queda do petróleo, que reduziu as margens do etanol. Além disso, pesou sobre os preços a decisão do Conselho da União Europeia de aprovar uma nova postergação, por mais um ano, da implementação da EUDR. A medida mantém a possibilidade de que os europeus continuem comprando milho de países, como o Brasil, limitando um eventual aumento da demanda pelo cereal dos Estados Unidos.
A desvalorização do petróleo ocorreu em meio ao arrefecimento das tensões geopolíticas e ao ceticismo do mercado quanto à eficácia das sanções dos EUA ao setor energético russo. No acumulado semanal, o primeiro vencimento do milho recuou 1,1%.
Nos Estados Unidos, a colheita está praticamente concluída. Na Argentina, o plantio do milho atingiu 37,3% da área prevista, segundo a Bolsa de Cereales, mas continua atrasado em relação ao ano anterior. O milho “temprano” já foi totalmente implantado, enquanto o milho tardio deve começar a ser semeado nos próximos dias, após o plantio da soja. As lavouras em desenvolvimento apresentam boas condições, embora uma pequena parte apresente excesso de umidade.
No Brasil, os preços na B3 permaneceram praticamente estáveis, com baixa volatilidade ao longo da semana. A comercialização ocorreu em ritmo moderado e de forma mais seletiva, enquanto os produtores mantiveram cautela, ainda apostando em preços mais firmes entre o final do ano e o início do próximo.
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