Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 03 a 7 de novembro de 2025.

Os contratos futuros de milho encerraram a semana com queda de 1% no primeiro vencimento, pressionados pela forte desvalorização do trigo e pelo avanço da colheita nos EUA, que caminha para uma safra recorde. A decisão da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) de conceder isenções a pequenas refinarias nas metas de biocombustíveis reduziu a demanda por etanol de milho, adicionando pressão às cotações. Com o USDA ainda sem divulgar novos relatórios devido ao shutdown, o mercado operou com baixa liquidez e cautela, à espera da retomada das publicações — entre elas, o WASDE, previsto para 14 de novembro.

No cenário internacional, o foco recaiu sobre o ritmo do plantio na Argentina, que já alcança cerca de 36% da área projetada, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. As condições climáticas seguem determinantes, já que muitos produtores aguardam um cenário mais favorável para iniciar o plantio do milho tardio, o que mantém o mercado em atenção.

No Brasil, o mercado de milho acompanhou o movimento internacional, com ajustes negativos na B3, ainda que de forma menos acentuada do que em Chicago. O ritmo de comercialização esta semana diminuiu, refletindo a queda externa e as oscilações cambiais. Apesar da comercialização mais lenta na semana, foram reportados alguns negócios FOB, recolocando o Brasil no tabuleiro internacional. A relação milho/frango segue bastante favorável, sustentando a demanda por ração e ajudando a limitar quedas mais expressivas.

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