Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 13 a 17 de outubro de 2025.
O governo federal liberou R$ 12 bilhões ao BNDES para financiar a renegociação de dívidas rurais. O repasse, formalizado na última quarta-feira, permitirá que cerca de 100 mil produtores em 1.400 municípios acessem crédito para liquidar ou amortizar operações de custeio, investimento e CPRs. A linha, voltada a quem enfrentou perdas por eventos climáticos, terá juros entre 6% e 10% ao ano, operada por 47 instituições financeiras. No Rio Grande do Sul, 459 municípios estão habilitados, após sucessivos episódios de estiagem e excesso de chuvas. A medida vem na esteira da forte retração no crédito oficial. Nos três primeiros meses do Plano Safra 2025/26, os desembolsos somaram R$ 156 bilhões, queda de 12% no volume financeiro em relação ao ciclo anterior. Sem considerar as CPRs, o recuo chega a 27%. O encolhimento reflete o peso dos juros altos, o aumento do endividamento e o endurecimento das garantias exigidas pelos bancos. O número de contratos caiu 16%, com retração de 48% entre grandes produtores e de 30% entre médios. Entre as linhas, o crédito para investimento foi o mais afetado, com redução de 41% no volume financeiro, seguido pelo custeio, que caiu 21%, e pela comercialização, com recuo de 22%. Apenas a industrialização avançou, com alta de 24%. Mesmo com R$ 594 bilhões previstos para a safra atual, boa parte dos recursos equalizáveis segue represada e só deve ser liberada em 2026. O quadro reforça a perda de fôlego do crédito rural oficial e a necessidade de novas fontes de financiamento num ambiente de juros elevados.
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