Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 06 a 10 de outubro de 2025.

O mercado de milho em Chicago iniciou a semana sob influência do impasse orçamentário nos Estados Unidos, que levou à suspensão temporária dos relatórios do USDA — como o WASDE e os dados semanais de exportação —, reduzindo a visibilidade e aumentando a incerteza. Paralelamente, apesar da falta dos dados oficiais, o clima foi predominantemente seco, o que favoreceu o rápido avanço da colheita norte-americana. Diante desse cenário, e da queda na soja, o primeiro vencimento encerrou a semana com queda de 1,4%.

No cenário internacional, o destaque foi o avanço do plantio na Argentina — segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a semeadura da safra 25/26 atingiu 25,6% da área total projetada, ritmo que é o segundo maior das últimas dez temporadas.

No Brasil, a B3 registrou leves oscilações ao longo da semana, mas encerrou em alta, em movimento oposto ao observado no mercado internacional. A comercialização voltou a ganhar algum impulso na sexta com a alta do câmbio, enquanto o aumento de cerca de 10% nas tarifas de frete — em razão dos ajustes à Política Nacional de Pisos Mínimos — elevou os custos logísticos e acabou impedindo que um volume maior de milho fosse negociado, principalmente no Centra-Norte. No mercado FOB, as ofertas se concentram em embarques para novembro, porém vêm diminuindo, ao passo que exportadores do Sul mantêm alguma competitividade via transporte ferroviário. Ademais, as usinas de etanol continuam liderando as compras da nova safra, também oferecendo suporte à demanda doméstica e limitando quedas nos preços internos.

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