Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 06 a 10 de outubro de 2025.

O mundo prende a respiração novamente. Nove dias antes do término da trégua tarifária, o presidente americano anunciou tarifas de 100% sobre importações chinesas e controles de exportação sobre tecnologias de software essenciais, com início em 1º de novembro. A medida responde ao endurecimento chinês sobre minerais raros, insumos críticos para setores como eletrônica e defesa. Trump também afirmou que “não há motivo” para seguir com o encontro previsto com Xi Jinping, na Coreia do Sul, mas evitou cancelar formalmente a reunião. O mercado reagiu com forte queda e migração para ativos de proteção, como ouro e títulos públicos. Especialistas alertam que os novos controles podem comprometer o setor tecnológico chinês e estender o conflito a segmentos como a aviação. Em resposta, a China prometeu retaliação, classificando as medidas como provocação direta e exigindo a reversão imediata da tarifa. A possibilidade de uma ruptura duradoura entre as duas maiores economias globais ganhou força. Esse cenário dificulta uma retomada das exportações de soja dos EUA para a China, o que favorece a soja sul-americana.

MP das Aplicações cai e governo sofre derrota fiscal no Congresso

E depois de semanas de negociações, a Medida Provisória 1.303 - conhecida como MP das aplicações financeiras - perdeu validade na Câmara, impondo nova derrota ao governo. O texto, que previa arrecadar até R$ 17 bilhões com mudanças na tributação de investimentos, nem chegou a ser votado no mérito. Por 251 votos a 193, os deputados decidiram retirar a proposta da pauta, numa articulação liderada pelo Centrão. A MP havia sido reformulada para manter isentas as LCAs e LCIs, além dos CRAs, preservando instrumentos essenciais de financiamento privado no campo. Ainda assim, o governo não conseguiu apoio suficiente. Com o fim da medida, não haverá qualquer aumento de tributos sobre aplicações financeiras. A derrota fragiliza a estratégia fiscal do Ministério da Fazenda e reforça o impasse entre governo e Congresso sobre como equilibrar as contas públicas – um cenário que mantém a incerteza no crédito e nos investimentos produtivos. Por outro lado, mantém as isenções de tributação sobre um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio que são as LCAs.

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