Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 29 de setembro a 03 de outubro de 2025.
O presidente americano Donald Trump afirmou que pretende levar à mesa de negociações com Xi Jinping, marcada para as próximas semanas, o pedido de retomada das compras chinesas de soja americana. O gesto vem em meio ao esfriamento do comércio bilateral, já que Pequim redirecionou boa parte de sua demanda para a América do Sul, favorecendo exportadores brasileiros e argentinos. Ao mesmo tempo, a Casa Branca estuda um pacote emergencial entre US$ 10 e 14 bilhões para apoiar os sojicultores americanos, que enfrentam preços retraídos e queda nas vendas externas. As duas frentes revelam a combinação de discurso político e pragmatismo econômico: de um lado, o aceno diplomático a Pequim busca restabelecer um fluxo comercial estratégico; de outro, o socorro interno procura mitigar pressões sobre um setor vital para a base eleitoral de Trump. Para o Brasil, esse movimento exige atenção redobrada. Enquanto a demanda chinesa segue sustentando os embarques nacionais, qualquer sinal de recomposição do mercado americano pode alterar prêmios e margens já na próxima safra.
MP das aplicações divide governo e Congresso sobre isenção de LCI e LCA
MP das aplicações divide governo e Congresso sobre isenção de LCI e LCAA Medida Provisória 1.303, conhecida como MP das aplicações financeiras, foi apresentada pelo governo para ampliar a arrecadação e ajudar a cumprir a meta fiscal de 2026. Entre as medidas, estava a tributação de Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio, hoje isentas de Imposto de Renda. O ponto central é que essa tributação representaria uma fatia relevante dos cerca de 20 bilhões de reais extras que o governo espera obter com a MP. No entanto, o relator no Congresso admitiu que pode manter a isenção de LCI e LCA para garantir votos e viabilizar a aprovação do restante da medida. Em outras palavras: o governo elaborou a MP contando com essa nova receita, mas, diante da resistência política e da pressão de setores ligados ao crédito rural e imobiliário, o relator sinaliza que talvez seja preciso abrir mão desse recurso. Isso gera um impasse: se a isenção for preservada, o Congresso tende a aprovar a MP, mas o governo perde arrecadação e terá de buscar outras compensações. Já se insistir na tributação, corre o risco de ver a proposta barrada. Para o agro, a definição é estratégica, já que a LCA é uma das principais fontes privadas de financiamento no campo.
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