Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 21 a 25 de julho de 2025.

O Brasil informou à UE que não aceitará reabrir o acordo comercial com o Mercosul, fechado tecnicamente em 2019. A decisão responde à tentativa de países como França e Áustria de incluir cláusulas ambientais e salvaguardas ao agro europeu. Para o governo, rever o texto seria um retrocesso diante da atual instabilidade política europeia. Mas essa posição ocorre num momento delicado: os EUA avançam em um novo acordo com a UE, que prevê tarifa uniforme de 15% sobre a maioria dos produtos industriais e isenções para segmentos como semicondutores, químicos e alimentos processados. A UE ainda se comprometeu a comprar US$ 750 bilhões em energia americana nos próximos 3 anos, e investir US$ 600 bilhões nos EUA. O temor é que, se esse acordo for selado antes do Mercosul, o bloco perca protagonismo comercial. Para o agro brasileiro, isso significa atraso no acesso a mercados estratégicos, justo quando enfrenta novas barreiras dos EUA. O cenário exige resposta rápida e atuação mais assertiva do Brasil nas negociações internacionais.

Milei oficializa corte de impostos e dá alívio ao agro argentino

Na abertura da Exposição Rural de Palermo, o presidente argentino Javier Milei anunciou a redução permanente dos impostos sobre exportações agropecuárias. A medida, que inicialmente focava apenas na carne bovina, foi ampliada e agora inclui também grãos como soja, milho, sorgo e girassol. Com isso, o governo atende a uma antiga demanda do campo argentino, diminuindo a pressão tributária sobre a produção e reforçando a aposta nas exportações. Milei destacou que as novas alíquotas valem de forma definitiva durante seu mandato, afastando políticas temporárias e sinalizando mais previsibilidade ao setor. A expectativa é que o alívio nos impostos traga mais fôlego aos produtores, estimule investimentos e fortaleça a presença do agro argentino no mercado internacional. Para o governo, a perda de arrecadação deve ser compensada pelo aumento da produção e das vendas externas. É um passo relevante para reposicionar o setor como motor da economia do país.

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