Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 07 a 11 de julho de 2025.

Os contratos futuros de milho encerraram a semana em forte queda, com o vencimento de setembro recuando 5,8% na Bolsa de Chicago, ficando abaixo de USD 4,00 por bushel — patamar não registrado desde agosto de 2024. A pressão veio do clima favorável no Meio-Oeste dos EUA, que sustenta boas condições das lavouras. Apesar de o USDA ter reduzido as projeções de produção e estoques norte-americanos para 25/26, o mercado ainda precifica uma ampla oferta global.

No cenário internacional, as tensões comerciais também pesaram sobre o mercado. O governo Trump anunciou tarifas sobre diversos países, com destaque para os 25% sobre importações do Japão e da Coreia do Sul, importantes compradores de milho norte-americano. Além disso, o Brasil foi incluído em uma lista de alvos, com taxas que podem chegar a 50%, o que contribuiu para a alta do dólar no mercado interno.

No Brasil, os contratos futuros na B3 e os preços no mercado spot subiram, impulsionados pelo atraso na colheita da segunda safra e pela valorização do câmbio. A comercialização da safra atual avançou de forma moderada, mas os patamares de preços ainda têm limitado novas vendas. Os produtores estão priorizando a colheita, vendendo soja e aguardando uma possível melhora no mercado. A recente alta do dólar ajudou a melhorar a competitividade do milho no mercado externo, e alguns negócios FOB foram reportados no final da semana.

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