Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 09 a 13 de junho de 2025.
O destaque da semana foi a escalada dos conflitos no Oriente Médio, quando Israel lançou uma ofensiva no dia 13 de junho, contra o Irã, atacando mais de 100 alvos, incluindo centros nucleares. Houve retaliação imediata do Irã, com mísseis e drones. O Brent disparou até 13–14%, alcançando cerca de US$ 78/barril — o maior nível desde janeiro — e se estabilizou próximo a US$ 73–74, ainda 7% acima do patamar pré-conflito. Por outro lado, ouro e dólar subiram. A escalada do confliro reverbera diretamente no agronegócio. Insumos como fertilizante e diesel são pressionados positivamente o que deve elevar os custos no campo já que os produtores estão adquirindo seus insumos para a próxima safra neste momento. Além disso, a oferta de contêiners também pode ser afetada encarecendo os custos logísticos e impactando como por exemplo os defensivos. Por outro lado, um dólar mais valorizado pode beneficiar o pricing no mercado doméstico, melhorando a rentabilidade do setor agro.
Possível acordo EUA China pode devolver estabilidade ao comércio global
Também na semana passada, Estados Unidos e China firmaram um novo marco para implementar a trégua comercial. A China vai retomar as exportações de terras raras e ímãs — insumos essenciais para setores como eletrônicos e automóveis — enquanto os EUA devem aliviar restrições sobre chips e vistos para estudantes chineses. O agro, no entanto, ficou de fora: soja, milho e carnes não foram citados, e, por isso, o impacto direto sobre o setor deve ser limitado neste primeiro momento. O status quo permanece: a soja brasileira segue mais competitiva, e a China deverá continuar comprando majoritariamente do Brasil. Já o milho brasileiro tende a seguir direcionado a outros destinos, com menor participação chinesa nas compras.
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