Confira abaixo os principais acontecimentos que mexeram com o mercado de milho durante a semana do dia 12 a 16 de maio de 2025.

Os contratos futuros tiveram pequenas oscilações ao longo da semana, resultando em uma queda acumulada de -1,4% no primeiro vencimento. A pressão ocorreu pela previsão de uma safra recorde nos EUA para 25/26, estimada pelo USDA em 401,9 milhões de toneladas, e pelo rápido avanço do plantio. Apesar de uma recuperação pontual no contrato julho/25, impulsionada por vendas semanais acima do esperado, a perspectiva de ampla oferta global continuou a exercer pressão sobre os preços futuros.

Além disso, a suspensão temporária de tarifas comerciais entre Estados Unidos e China também trouxe um alívio momentâneo e foi considerada um fator de suporte, já que pode favorecer as exportações americanas. No entanto, os efeitos altistas foram limitados pela projeção de safras robustas também no Brasil e na Argentina, o que reforça o cenário de elevada oferta no curto prazo.

No Brasil, o mercado foi marcado por queda nos preços tanto na B3 quanto no spot. Apesar das quedas, a comercialização voltou a apresentar volumes de negócios acima de 1 milhão de toneladas no acumulado da semana, semelhante à semana anterior.

A preocupação agora fica por conta do foco de gripe aviária encontrado no Rio Grande do Sul. O fechamento das importações de aves brasileiras para diversos destinos pode reduzir a demanda pelo cereal no curto prazo, colocando ainda mais pressão nos preços internos.

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