Confira abaixo os principais acontecimentos que marcaram o agronegócio durante a semana do dia 5 a 9 de maio de 2025.
Não poderíamos iniciar a semana sem voltar à questão da guerra tarifária entre Estados Unidos e China. Após semanas de tensões comerciais, os dois países anunciaram uma redução significativa nas tarifas de importação por um período de 90 dias. O acordo prevê que os EUA diminuam suas tarifas sobre produtos chineses para 30%, enquanto a China reduzirá as tarifas sobre produtos americanos para 10%. Embora o acordo não detalhe setores específicos, a expectativa é de que áreas como tecnologia, manufatura e agricultura sejam impactadas positivamente. No setor agrícola, a trégua pode reequilibrar a disputa por mercados, especialmente em grãos e carnes, onde o Brasil vinha se beneficiando das tensões anteriores. Os mercados financeiros reagiram positivamente ao anúncio, com altas nas bolsas e valorização do dólar, refletindo o alívio diante da possibilidade de uma recessão global ser evitada. A trégua tarifária representa um passo importante para a estabilidade do comércio internacional, mas o cenário permanece incerto, exigindo monitoramento contínuo por parte dos setores econômicos envolvidos.
Escalada entre potências nucleares preocupa o mercado de defensivos
Tensões entre Índia e Paquistão se intensificam e, por mais distantes que estejam dos noticiários, acendem alerta global. O conflito armado entre Índia e Paquistão, dois países com uma rivalidade histórica desde a partilha do território britânico, voltou a se intensificar nas últimas semanas. O cenário é especialmente delicado por envolver duas potências nucleares, o que amplia as preocupações sobre uma possível escalada. Embora seja um impasse geograficamente distante, os reflexos acendem um alerta para o agronegócio brasileiro — sobretudo no fornecimento de insumos, como os defensivos agrícolas. O produtor nacional está em fase decisiva de planejamento da próxima safra e de aquisição dos insumos que serão entregues nos próximos meses. A Índia, nesse contexto, é peça-chave: trata-se da segunda principal fornecedora de defensivos ao Brasil e da principal origem no fornecimento de fungicidas. Boa semana a todos!
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